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22 de Julho de 2010 |
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Brasília
A tua aparência me espanta.
No meu espanto, me acordo.
O meu despertar te encanta,
O teu encanto me atordoa.
No meu atordoamento, me encontro.
No meu encontro, te perco.
O teu passado fez o meu presente, o meu
presente fará o teu futuro.
Assim, você me faz. Assim, eu te compreendo.
Dessa forma, assim diferente, nos
compreendemos.
Dessa compreensão, nasceu a indiferença.
Da indiferença, a compreensão.
Dos teus prédios retos, vi as curvas da vida.
Nas curvas da vida, compreendi a incerteza.
Das tuas faltas de esquinas, fiz minha presença.
Da minha presença, surgiu o meu canto.
Brasília, minha Brasília.
Richard Zoltan Seabra Reis.
Poema transcrito do Correio Braziliense, 25/04/2010.
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