O dia-a-dia da Construção
24 de outubro de 1956

 


Foto: Arquivo Público do DF

Neste dia, começa a construção do Catetinho. A serra é movida a jipe; luz elétrica vem de pequeno gerador de 2,5 HP comprado no Rio de Janeiro; à noite, uma estação de radioamador já está montada.

 

 
23 de outubro de 1890

Com o advento do regime republicano, a Constituição Provisória da República, estabelecida pelo Decreto 914-A, do Governo Provisório, tornou oficial, em seu artigo 2º., a idéia que até então demorava no subconsciente da nacionalidade: "Cada uma das antigas Províncias formará um Estado e o antigo Município Neutro constituirá o Distrito Federal";

 

 
23 de outubro de 1956

Prosseguem em ritmo acelerado as providências para a construção do Catetinho;

 

 
22 de outubro de 1956

 


Fazenda do Gama (adaptada para moradia dos primeiros pioneiros)
Foto: Arquivo Público do DF

Nas proximidades da Fazenda do Gama iniciam-se os preparativos para a construção da residência provisória de JK na futura Brasília, o Catetinho. Instala-se o motor gerador. A patrol faz a limpeza da área;

 
21 de outubro de 1891

A Câmara dos Deputados, depois de acaloradas discussões e da apresentação de vários projetos, aprova o Substitutivo do deputado Paranaguá com o seguinte teor: "Art. 1o. - Fica concedido ao Poder Executivo o crédito de 250.000 $ para mandar estudar, escolher e demarcar no Planalto Central a superfície de 14.400 quilômetros quadrados, para nela ser estabelecida a futura Capital Federal";

 

 
21 de outubro de 1956

Chegada dos três primeiros caminhões carregados de material para construção do Catetinho vindos de Belo Horizonte;

 

 
20 de outubro de 1821

José Bonifácio de Andrada e Silva organizou e redigiu nesta data "Lembranças e Apontamentos", apresentada ao Princípe Regente. Eis um trecho: "Parece-nos também muito útil que se levante uma cidade central no interior do Brasil para assento da Corte ou da Regência, que poderá ser na latitude, pouco mais ou menos, de 15 graus, em sítio sadio, ameno, fértil e regado por algum rio navegável."

 

 
18 de outubro de 1956

O material para construção do Catetinho sai de caminhão de Belo Horizonte. Os equipamentos, de Araxá. Uma aventura que dá certo, após superação de incontáveis atoleiros e outros obstáculos com muita garra e criativas improvisações. Cinco dias depois, são recebidas por Bernardo Sayão em Luziânia, Goiás. Em comboio, vão direto para o local onde o Catetinho será construído, cerca de 50 quilômetros adiante.
A idéia de construir residência provisória para o Presidente na futura Brasília surgiu durante encontro de amigos no Hotel Ambassador, localizado na rua Senador Dantas, no centro do Rio de Janeiro. Neste encontro estavam presentes o próprio Niemeyer, o construtor Juca Chaves - José Ferreira de Castro Chaves -, César Prates, Roberto Penna, Joaquim da Costa Jr e Dilermando Reis, amigos de JK. O próprio grupo viabilizou financeiramente a idéia. César Prates emitiu nota promissória de quinhentos contos de réis, avalizada por Oscar Niemeyer e Juca Chaves que foi descontada no Banco de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

 

 
16 de outubro de 1934

Projeto número 128/1934, de autoria de Plínio Tourinho e Lacerda Pinto "autoriza a fazer as despesas necessárias com a nomeação de uma comissão técnica, destinada a explorar e demarcar na região central do território nacional, a superfície para a construção da futura capital do Brasil";

 

 
16 de outubro de 1956

O DNER anuncia o inicio da construção da rodovia Anápolis-Brasília;

 

 
14 de outubro de 1892

O chefe da turma (NE) da Comissão Cruls, Julião de Oliveira Lacaille, pede dispensa por motivos de saúde. É substituído por Cavalcante Albuquerque;

 

 
13 de outubro de 1956

O arquiteto Oscar Niemeyer conclui o projeto do "Palácio de Tábuas", para servir ao presidente JK durante a construção da futura capital do Brasil;

 

 
12 de outubro de 1956

Surge a idéia de construir uma casa (o Catetinho) para dar de presente a JK, no local onde seria construída a nova capital. Como foi: apartamento número 512, do Hotel Ambassador, no Rio de Janeiro, onde se hospedava César Prates, seresteiro mineiro. O grupo de amigos do presidente JK (João Milton Prates, José Ferreira (Juca) Chaves, Roberto Penna e César Prates) conclui que não ficaria bem o Presidente da República "pousar em barraca". Daí a sugestão de ser construída uma casa de madeira. Do apartamento, o grupo desce para o "Jucas Bar", no hall do hotel, onde Niemeyer e outros amigos (Dilermando Reis, Emydio Rocha e Vivaldo Lyrio) os aguardam. Apresentada e logo aprovada a idéia, Niemeyer pede papel ao garçom Osório Reis e ali mesmo esboça o croqui do que seria a "casa presidencial"; (Trecho extraído do livro "Brasília Kubitschek de Oliveira", de Ronaldo Costa Couto)

 

 
11 de outubro de 1899

Projeto número 206/1899, de autoria de Sá Freire "autoriza o Poder Executivo a transferir para a cidade de Minas, no Estado de Minas Gerais, a capital da República dos Estados Unidos do Brasil, ou para outro ponto que julgar conveniente no planalto central, e dá outras providências";

 

 
11 de outubro de 1911

Projeto número 223/1911, de autoria de Eduardo Sócrates e outros "autoriza a abertura de concorrência pública e o contrato para os serviços e construções necessárias ao estabelecimento da Capital de República do Brasil e dá outras providências";

 

 
10 de outubro de 1891

O patriarca da Independência, José Bonifácio de Andrada e Silva, redigindo instruções aos deputados de São Paulo às Cortes de Lisboa, aprovadas em 10/10/1891, dizia: "Parece-me também útil que se levante uma cidade central no interior do Brasil, para assento da Corte ou da Regência...". Mais: "Desta Corte central dever-se-ão logo abrir estradas para as diversas Províncias e portos do mar, para que se comuniquem e circulem com toda a prontidão as ordens do Governo, e se favoreça por eles o comércio interno do vasto Império do Brasil";

 

 
10 de outubro de 1956

Convocado por Bernardo Sayão, chega ao local onde Brasília seria erguida, sob chuvas intermitentes, o engenheiro Jofre Mozart Parada;

 

 
09 de outubro de 1956

Israel Pinheiro toma posse na Presidência da Novacap;

 

 
09 de outubro de 1821

Neste dia, em meio ao clima de tensão que antecedeu a Independência do Brasil, José Bonifácio de Andrada e Silva toma uma iniciativa histórica: com o apoio de deputados da Província de São Paulo propõe às Cortes de Lisboa a criação de uma "cidade central no interior do Brasil, para assento da Corte da Regência, que poderá ser na latitude pouco mais ou menos de 15 graus";

 

 
07 de outubro de 1956

Tem inicio a construção de Brasília;

 

 
06 de outubro de 1956

O DNER arma uma barraca para sua equipe de funcionários;

 

 
05 de outubro de 1955

Decreto estadual do Governo do Estado de Goiás número 1.258 institui a Comissão de Cooperação para a Mudança da Capital Federal;

 

 
04 de outubro de 1956

O deputado federal Israel Pinheiro renuncia ao mandato para assumir a direção da Novacap;

 

 
02 de outubro de 1956


JK em sua primeira viagem ao local onde seria erguida a nova capital
Foto: Arquivo Público do DF

Primeira viagem de JK ao local da futura capital: "Uma aventura. Não havia acesso ao local. E a Presidência não dispõe de helicóptero. A viagem tem que ser de avião, mas não existe pista de pouso. A solução é mesmo o veterano Douglas DC-3.

Lento, barulhento, desconfortável, mas com capacidade para dezenas de passageiros, econômico e seguro. Um grande jipe alado. O mais recomendável é seguir, via Goiânia, situada a cerca de duzentos quilômetros do local. Depois, voar de teco-teco até Planaltina, pegar um jipe e seguir trilha aberta no cerrado até o destino.

Mas JK resolve ir direto, aterrisar numa fita de terra desbastada no cerrado bruto pelo engenheiro Bernardo Sayão, na época vice-governador de Goiás. Uma pista com formigueiros e praticamente nivelada.

O DC-3 decola do aeroporto Santos Dumont às 07:45 do dia 02 de outubro de 1956. Além do presidente, leva o general Teixeira Lott, ministro da Guerra; o almirante Lucio Martins Meira, ministro da Viação e Obras Públicas; o governador Antonio Balbino, da Bahia; o general Nelson de Melo, chefe da Casa Militar; o brigadeiro Araripe Machado; Israel Pinheiro, presidente da Novacap; Oscar Niemeyer; Régis Bittencourt, diretor do DNER; o coronel Dilermando Silva; o doutor Ernesto Silva e Octávio Dias Carneiro. Quatro horas de vôo.

Na chegada, JK avalia o cenário. Conclui que é chato e amplo. Um descampado sem fim, com suaves ondulações, que não ultrapassam duzentos metros. Ele vê a cruz fincada pelo marechal José Pessoa no ponto mais alto e, pouco depois, a fita de terra vermelha improvisada por Bernardo Sayão (onde hoje está a Rodoferroviária).

Octávio Dias Carneiro preocupado, pergunta a JK se é mesmo ali que vão pousar. Denso silêncio. O avião se posiciona, dá uma guinada e inicia a descida. Pancada dos pneus batendo no chão àspero, muita poeira, corações disparados, taxiamento e pronto. Alguns trêmulos, mas todos salvos. JK sorridente e entusiasmado. Descem e vêem pendurada num pau fincado ao lado da pista precária, tabuleta em que algum brincalhão ou exagerado escreveu: Aeroporto Vera Cruz. São 11:40 e o sol bate forte, fortíssimo. Calor de estalar mamona e luminosidade de apertar os olhos. O céu é indescritivelmente lindo

O governador goiano José Ludovico de Almeida, Bernardo Sayão, Altamiro Pacheco e outras autoridades levam a comitiva para um toldo de lona. Numa rústica mesa de madeira, o presidente JK assina o primeiro ato oficial de Brasília: a nomeação do novo ministro da Agricultura, Mário Meneghetti"

(Depoimento extraído do livro "Brasília Kubitschek de Oliveira", Ronaldo Costa Couto, 2006)

 

 
01 de outubro de 1892

Saída de Formosa da turma (SE) da Comissão Cruls, chefiada por Henrique Morize;

 
01 de outubro de 1957

Palácio do Catete, Rio de Janeiro, 1 de outubro de 1957. JK sanciona o projeto de lei que fixa a data da mudança da capital federal para 21 de abril de 1960, dia de Tiradentes, protomártir da Independência: É a lei número 3.273, conhecida como Lei Emival Caiado, que entra em vigor no dia seguinte. Entre os presentes, o presidente da ABI, Herbert Moses; o ministro Amaral Peixoto; o senador Apolônio Sales; deputado federal Emival Caiado; Renato Azeredo; comandante Afrânio de Farias; Israel Pinheiro e Ernesto Silva;

 
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